A pior roupa da minha vida
Estava me lembrando agora com a minha colega de trabalho da manhã a pior roupa que eu já usei em toda a minha vida. Eu sempre fui jacú. Sempre andei com meninos, sempre chutei bola, sempre andava de camiseta e shorts com rabo de cavalo. Sempre.
Mas a superação, de longe, foi em um aniversário de 15 anos da irmã da minha amiga. Eu tinha uns 11 anos e me lembro que não avisei ninguém em casa que eu tinha uma festa para ir. Até então, no meu mundo fantástico, festa era em garagem com cachorro-quente, gelatina e gasosa. Conheci aniversariante porque ela também fazia balé comigo.
Pois é, eu fiz oito anos de balé porque tinha as pernas absurdamente tortas e era a única maneira de desentortá-las. Eu odiava. Odiava meu professor argentino chamado Jean Vardé que achava que éramos robôs. Odiava também o clube Juventus. Mas voltando à roupa. Peguei uma blusa branca tipo camisete. Ela tinha uns bottons, era a época de bottons. Eu gostava dela assim. Um macacão jeans desbotado. Meia arrastão por baixo e um... All star antigo. Imagina? Pois é. Eu não tinha noção do que era aquela festa. Na época morava com minha madrasta e meu pai. Eles não se davam, cada um vivia no seu mundinho e era isso.
Eu com uma forte tendência a ser artista, inventava minhas roupas e eu realmente achava aquilo legal. Daí eu cheguei naquela festa e só tinha gente com roupa alugada. Não me lembro de muita coisa além da cara da irmã da minha amiga, puta porque eu estava chamando mais atenção do que o vestido cor-de-rosa dela, e de uns parentes cochichando e apontando. Em tempo: eu tinha uns onze anos. Ah, acabo de lembrar também que eu talvez tenha ido de bicicleta. É provável que sim. Oh, rapaz... pensando bem, isso deve ter sido legal. Muito legal.
---
Post programado, estou na praia.
Devo estar preta já!
Beijos!




































































































































